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O Centauro
  

UM dia serei um velho,
MAs sou muito jovem pra me preocupar.
Um dia serei um velho,
NEste dia, eu mesmo ainda estarei lá,
A olhar com os mesmos olhos,
E sentir, 
com o mesmo pulmão.
E esse velho, vai ser um menino,
Brincando de solos no meu violão.



Escrito por Huberth Allan às 20h59
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Conte algo que me acalme, 

cante o que me cabe, 
Dentro da minha pupila olhe,
diga o que ves.
TAlvez não se explique em palavras ao certo por que é tão certo que todo cactus tem espinhos, 
e pelos caminhos,de estradas de pedras amarelas, todos podem se arranhar,
O que se aplica são as leis da gravidade, e tão graves ficamos, e tão sérios e tão cheios de máculas, que agora todo mundo lá fora parece querer se devorar.
Eu só quero fazer amor,mesmo que o amor morra em um minuto,
tocar minuetos, soprar valsas, aspirar redemoinhos de sonhos...
E já não ando tão certo da cabeça, vivo esperando que anoiteça, depois que amanheça, simplesmente por não ter onde aportar.
e vivo assim, metade de mim, sonho, outra metade, perdição, viajando entre estradas em frangalhos neste mundo cão.



Escrito por Huberth Allan às 14h36
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Então aqui me findo.

POeta morto que em pouco serei...

Deixo espasmos. Anarquia de meus pensamentos,...Um querer andar reto e sempre pisar torto.

E me vou, não como o amigo que parte,

MAs como o bandido que foge,

Na escura noite de lua nova...

DO bandido que cava sua cova...

De um filho da puta que fala um palavrão.

EU sou a aposta em vão...

E onde vou depois da morte....Ser terra e com sorte,

Antes de ser árvore, ser  carvão.

 



Escrito por Huberth Allan às 01h32
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 Eu me admiro de sua delicadeza ,

Onde pareces tão bela, tão singelo olhar, tanto brilho em teu cabelo.

Mas teus gostos e tuas manias,

teus afetos tortos, tua quase vã filosofia, 

ME fazem não querer olhar o que te mostra teu espelho,.

Ele reflete teu rosto, que não é a alma, 

onde tu te orgulhas de nestas tuas trevas

colecionar escravos.



Escrito por Huberth Allan às 10h49
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Gosto de densidade, de sentir o teor mais forte da alma,.

Procuro carinho longe, onde o toque é impossível.

MAs eu no meu mais sensível eu ,

tropeço em nuvens, derramo palavras, desejo o mel.

MEsmo sendo tão longe um longe que não se vá a pé,

Desejo a taça inteira, o bojo, a garrafa toda de um bom café.



Escrito por Huberth Allan às 17h49
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 Ele parou numa esquina deserta,

Decerto já se passara muito tempo,

Ali passara sorrindo.

Num deserto agora vivia,

Ao certo não importa-lhe quantos há quantos dias,

 se apaixonou por uma dançarina, mas  não podia tÊ-la...NUnca em uma redoma de vidro retê-la, Nem gaiola poderia dar-lhe

Ela vivia em liberdade. e de liberdade ele vivia.

Acendeu ali mesmo um baseado, e saiu correndo rumo ao viaduto; Suspense.

Onde Carlos Drummond escreveu poemas, se sentou,

DO alto do arco do viaduto ele pra o mundo gritou

 Ele sabia aquela história,  em glória ali escreveu.

O nome dela e o seu...

 

 



Escrito por Huberth Allan às 23h08
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   Miragem

EU a vi duas vezes em minha vida.

A primeira numa noite de batalha,

Armada apenas com seu olhar...

Ela me olhou e me despiu com seus olhos, roupas, carne, ossos, alma, espírito.

Ela me arrancou o que quiz levar, promentendo uma volta um dia, quando em guerra novamente eu estivesse.

NA derradeira vez que a vi, numa outra batalha, dias depois,

Eu a descobri imensa.

Sob o Sol minhas fumaças coloridas,

Tentando dizer-lhe que dali eu fugiria, que a tudo abandonaria...

SOb o SOl, minha voz ainda rouca, tão pouca,

Se fez grande, um grito pra tudo despertar...

MAs o que eu queria era dormir, dormir, dormir.

Um sono enorme, mesmo que eu não queira adormecer.

POr que ela, eu sei, era miragem.

POsso ver, posso saber,

MAs não posso tocar.

 

                                                                                                                                               16 de Agosto de 2009.

 



Escrito por Huberth Allan às 00h44
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 Eu vou resistir às ondas do mais bravio mar,
Eu vou suportar,
Eu vou nadar como se fosse em minha piscina,
Se a minha sina é errante e errando posso me encontrar.
No menor gesto do meu eu,
ME encontro ímpio louco, ateu,....
Mas não tarda, a Alvorada vem,
E junto com ela, também...
Amor, Amor, Amor, Amor.
Eu vou remar, remar, rimar....
                                (da Canção NOvos Guerreiros num VElho BArco.-MAndingá)



Escrito por Huberth Allan às 17h59
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Ela era como um caracol, uma caixa, uma casa vazia e trancada...

em volta nem todas as coisas são cinzas.

Ela escrevia hai kais na parede do quarto,

e nunca usava biquinis ,corpo todo coberto, num Sol de verão de rachar.

 

Ele parecia-se com um ogro cruzado com Einstein,

Cara de tolo, incrível coração de dragão.

 

Se encontraram então no parque da cidade,....

LEmbrando a música do poeta,

MAs não se viram, nem sequer se olharam....

POderiam ter sido...

POderiam....

Presente do passado do pretérito imperfeito.(PEnsaram juntos )

um abismo entre as almas, um silêncio, uma solidão.

 

E a Afonso Pena com seus semáforos e seus relógios marcando uma hora qualquer.



Escrito por Huberth Allan às 12h11
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Dentro da íris, guardado, o momento do encontro tão aguardado,
Sonho com sinos de igreja,
Sorvete de cereja,
viagens espaciais...
Neste mundo tão caótico,
em superaquecimento,
De pessoas glaciais,
EU sonho.
MEu sonho é um infinito,
Quero tudo do teu ser,
e por isso não me deixo em paz.



Escrito por Huberth Allan às 03h01
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Sou teu, não sei de onde vem a certeza....
SOu teu, um ateu seguindo a certeza, de que verdade nenhuma tenho, mas venho, e me arrasto, e nefasto, me afasto mas não esqueço,
que o seu olhar é o que mais brilha,
Nas trevas do pensamento meu.
Bom dia.
VC é importante pra mim.
NEm sei como nem pq, mas é fato;
Faltam mil dias p te conquistar....



Escrito por Huberth Allan às 03h00
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EU escreveria com minha saliva,
em letras tão minúsculas, o maior poema do mundo,
Seguiria, cego surdo e mudo,
com um sorriso enorme na cara de bobo,
Se ao menos uma vez,
conseguisse tocar o Sol, meu Sol,
Minha musa, de olhar tão radiante,
que até ao Rocinante, famoso cavalo de Dom QUixote,
conseguiu com um sorriso, fazer parar de trotar...
Foi chamada pelo cavaleiro de Dulcinéia, confundicda com as medéias, por seu poder de fazer todo homem por ela se apaixonar...
EU morreria mil vezes no fogo do inferno, se ao menos no inverno, pudesse eu no corpo dela me roçar,
e roçando me aquecer, e virar brasa, e fumaça,
Até todo amor em mim se queimar...
 EU nasceria mil vezes em teu ventre,
por minha língua, envolta e entre,
 Pra nunca mais ter então,
dentro do peito essa saudade vazia,
de nunca ter tocado,
minha melhor canção...
 AH, eu morreria, eu viveria,....
 Só não suporto, tamanho abismo, de tamanha solidão......



Escrito por Huberth Allan às 21h28
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Quando você me diz, que quer ser dona dos teus passos...eu te deixo ir, p andar pelo mundo, cansar suas pernas e ver, que tudo que parece ser não é, e a certeza não passa de dúvida.
 Quando você quer devolta sua liberdade, eu me livro da cidade e me prendo então num porão, com lágrimas nos olhos, ouvindo dor de cotovelo, e tendo a certeza então,
Que o mundo, amor, dá voltas e um dia ele volta a doer em mim como um esporão...MAs eu não choro porque tenho certeza de que não há de ser nada não.
 E se vocÊ for muito longe,
e se quiser ir fundo,
 tenha cuidado p não andar por caminhos em vão.


Escrito por Huberth Allan às 21h41
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   Sou todo um equívoco,
minha própria mentira,
atira pedras e as merece depois...
Sou a cara do farsante,
querendo ser herói,
um mito indigente, na loucura de uma avenida principal...
Sou eu que quero meu bem,...
Sou eu quem crio meu mal.


Escrito por Huberth Allan às 21h35
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É uma daquelas cidades,

onde o cinza dos prédios se transformou em arte,

E as tardes frias ficam mais felizes,

Erva-Mate e violão...

É uma daquelas cidades,

onde todas as idades

parecem a de um jovem descobrindo

o gosto da Illex,

Vinho argentino ,

Luz de velas, nova canção.

É uma daquelas poucas cidades,

De onde se sai de madrugada,

VInte mil léguas de estrada,

Deixando pra trás o coração.

 Lá sempre estará,

Sem que se saiba se ela existe,

ou se é miragem,

Oasis num deserto,

Ilusão.

 



Escrito por Huberth Allan às 02h27
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