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Velho Violeiro
Eu carregava dentro de mim a certeza
De que todo dia após o almoço,
Haveria música.
A viola do meu avô ecoava em minhas entranhas.
Acendia centelhas,
Movia meu mundo
me dava intuição.
A este senhor devo a minha musicalidade.
A viola,
Ainda toca acordes precisos,
Se parecem cansados,
Mas em meu corpo,
Destrói o medo
As barreiras
o mundo
Não há nada
Apenas a essência do som;
Eu nasci pra tocar
e vÊ-lo tocar.
Escrito por Huberth Allan às 10h19
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