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Nasceu entre uma fenda da calçada,
Ao lado da igreja numa trinca, enraízada,
Uma pequena planta, erva daninha, dessas que ninguém dá valor.
Vivia ali sossegada,
À beira da estrada,
Um caule torto e verde, sem nenhuma outra cor.
Passante nenhum a notava,
E se a via, nada comentava,
Simplesmente mato, outra coisa não era,
no meio da calçada, um caule verde sem nenhuma flor.
Porém, sob a luz do Sol,naquele Domingo,
Tinha ela beleza rara, raios de Sol refletindo,
Que pude amá-la por um instante apenas,
Enquanto meu olhar dela se desviava.
E embaixo do sapato de meu oponente,
Sufocada morria docemente,
Uma morte esmagadora nos pés de um capoeira de ginga desleixada.
Pisara nela e nem percebera,
Que ali na porta da missa domingueira,
Por tanto tempo ela estivera e agora não mais se encontrara.
Morreu sendo uma vez notada,
Na trinca da calçada, na beira da estrada,
Por um olhar que tua beleza vira,
E que por tua vida quase chorara.
Escrito por Huberth Allan às 00h28
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