Para J.
Carregas um peso que não te pertence,
Pois atrás de cada porta fechada,
Há um imenso caminho a ser percorrido,
E quem dele parece ter fugido,
Muito andou pra ter coragem de voltar e dizer,
Que dá a maior importância ao que sentes,
E sabe que nunca mente,
Aquele que se diz sentir abandonado.
Mas havendo o caminhante no escuro sozinho ficado,
E sozinho teus medos enterrado,
Volta agora pra dizer o quanto ama,
Mesmo sem ter sido escutado.
Pois é o orgulho que ensurdece,
E se a raiva for dissipada,
então atrás da porta se abrirá uma nova estrada,
Onde todos nós poderemos seguir.
Eu fui embora em silêncio, pois não havia o que falar,
Medo inocente por não querer se deixar julgar,
E quem eu fiz há tempos atrás chorar,
Agora se tornou forte, mas não aprendeu a perdoar.
Escrito por Huberth Allan às 13h28
[]
|