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Se todo olho vê a dor mas não sabe detê-la,
Segue então olhando sem nada de bom ver a não ser uma estrela,
Me diz se é possível mudar o destino e transformar toda dor no ato de algo maior que a alma tentar?
Se todo corpo sente a dor de ser egoísta,
Pois cada corpo só pode viver de forma egoísta,
Me diz como transformar a dor em sorriso e de uma criança a dor da descrença apartar?
E se toda dor mora neste mundo,
Transformando um corpo jovem num velho moribundo,
Me explica porque dela fugir, pra que contra ela lutar?
Se contra minha bondade sempre há uma bomba,
Contra minha esperança há sempre alguém que tomba,
Entretanto contra cada murro, há ainda alguém que ouse com amor abraçar ,
me diz o que é isso que se sente,
Habitante de quase todos os corpos,
Impregnada nesta carne que às vezes, quase sempre,
quer ver a luz do dia, a bondade estampada,
algo que não se pode comprar.
Escrito por Huberth Allan às 09h00
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