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Mora neste corpo covarde um espírito revolucionário,
Inquieto, querendo logo tuas armas usar.
Metralhar então com palavras os culpados,
Pela fome que vejo, pela dor que não consigo encarar.
Habita em mim um ser que desconheço,
Cuja força, só agora começo a descobrir .
E ele fala às pessoas na pele de um palhaço,
E pede a elas pra nunca se render, nunca desistir.
Agora me encontro frente a frente ao espelho ,
E minha dor , entendo, há muito esqueci.
Minhas armas ferem mais que os fuzis tão imprecisos,
E minha força, tão serena faz um exército sucumbir.
Eu sou Guevara e Ghandi,
Sou Zé da Luz, Baudelaire e Poe,
Sou palavra, O Verbo , O som.
A alma que anseia ver livre das correntes, esta sofrida nação que só faz se inibir.
Escrito por Huberth Allan às 15h14
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