O barquinho
Meu barquinho tocava o pôr-de -Sol com sua proa,
Nela uma linda donzela me observava, arfante, a remar.
Meus músculos retesados empenhavam-se em levá-la ao outro lado do lago,
Pra onde os olhos de mais ninguém pudessem nos alcançar.
Deslizava sobre a água como um cisne, o meu barquinho,
Nele, eu a vi sorrir, olhando a tarde pra trás ficar.
Nele jurei por toda uma eternidade,
Tua pele lamber, tua alma alegrar.
Tenho saudades do meu barquinho.
Um dia, de novo, irei do cais me afastar.
Levando na proa minha linda donzela,
Seguindo este rio em direção ao mar.
Escrito por Huberth Allan às 20h36
[]
|